Mundo Surreal

sábado, 26 de dezembro de 2015

Falling down



Should I forget all your sweet words?
Should I stay in the shadows until you come back?
Should I wait quietly until you slowly kill me inside?
Looking forward your return and you suddenly left my hand
And I fell
I fell
I fell
Into my loneliness
From where I can't stay away now.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Imagina!

Imagine que nos separávamos. De hoje em diante não tinha mais nós, só você, só eu. A gente vivia de uma maneira diferente, sofria no começo, mas continuava vivendo. A gente formava, trabalhava, conhecia mais gente, namorava mais gente, a gente morava em outro lugar. Mas a gente sempre pensava que faltava alguma coisa, mesmo que não lembrava quase mais da gente. Aí um dia, a gente ia num dia ordinário, um dia em Tóquio, Praga ou Paris, ou um dia em Xapuri, a gente um dia se encontrava, nesse dia se falava, se chorava e se percebia nesse dia. E quando percebia se dizia: era você. Era sempre você.

domingo, 17 de maio de 2015

You went to the supermarket yesterday. I know, you usually go there on Thursdays afternoon. You parked you car under that tree which we accidentally met. It was Thursday, I remember. Your bags tore and your apples fell down rolling through the park. You just watched it. My heart was rolling too, first inside my chest, then through my belly and legs, until finally tear my skin and touch the ground to join your apples. Such events were funny for you and you smiled.
"Is your heart ok?"
"Yes, I think". But it wasn't.
"Well, let me take care of him"
And you took my heart and gave me an apple to put in his place. However, I think you someday got confused and ate my heart. Thenceforth I've been lived inside you and when I think in that my apple throbs, strong, inside my chest.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Brevitudes


Nós não temos para sempre para ficarmos assim
Não me olhe com esses olhos molhados
O sabor das suas lágrimas não combinam 
com o dos seus beijos
Isso não se parece mais com o começo
Nós sangramos juntos agora
Só quero te mostrar quem eu sou
Me desculpe se falhei com você
Mas não é tão difícil deixar passar
Tudo se vai, não há culpa
Ainda somos inocentes, nada disso importa
Não me coloque em um palco, nu
Não me aponte suas luzes acusadoras
Somos todos inocentes
Nossa falta nunca existiu
Eu também tentei acreditar em você
Mas agora já não há o que ser dito
Não importa mais
Agora nós sangramos juntos
Agora nós morremos juntos.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Daltônico

     - Como está seu pai?
     - Igual. Derruba tudo o que encosta. Já não encosta em muita coisa por isso. Tudo em volta da cama dele é de plástico. Na cozinha, têm os próprios pratos. Só come com colheres fundas. Aliás, comia. Agora eu e minha mãe damos comida na boca dele.
     - Entendo. E você? Trabalhando?
     - Não mais. Briguei com uma cliente. Foi melhor, não aguentava mais subir e descer escada carregando sapato. O problema é que agora estamos vivendo só com o dinheiro da minha mãe e a ajuda do governo. Graças a Deus que tem isso.
     - E o Robson?
     - Sei lá do Robson. Já faz duas semanas que não vejo ele. Disse que tinha que fazer umas coisas, não disse o que. Mas não tava adiantando muita coisa, tava sem serviço. Eu queria mesmo que ele ajudasse a gente com o pai, ou pelo menos com o bebê.
     - Que bebê?
     - O meu bebê. Tô grávida do Robson. Contei pra ele antes dele ir embora.
     - Hmmm. Levantou-se, foi ao banheiro. Voltou em seguida. Coloque o vestido, vamos embora. Deixo você em casa.
     - Em casa não. Pode ser na frente do mercadinho.